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Presidente do Senado se reúne com Bolsonaro para discutir Reforma da Previdência

Davi Alcolumbre (DEM-AP)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se reuniu com Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (15) para tratar da Reforma da Previdência, que deve ser encaminhada à Câmara dos Deputados na quarta-feira (20).

“Eu falei para ele que o sentimento do Senado é de ajudar o Brasil. O Senado vai debater, vai ouvir a sociedade e vai votar. Já declarei publicamente que nós estamos todos dentro deste navio. Se todos nós brasileiros não entendermos que a reforma é para salvar o Brasil, para salvar os estados e os municípios, nós estaremos fadados ao fracasso”, afirmou.

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro e a equipe econômica do governo decidiram que a proposta de reforma da Previdência fixará uma idade mínima de 65 anos para aposentadoria de homens e 62 anos para mulheres, com um período de transição de 12 anos.

Nesta sexta-feira (15), o presidente Jair Bolsonaro voltou a despachar em seu gabinete no Palácio do Planalto. Desde a última quarta-feira (13), quando ele saiu do hospital, o presidente fazia reuniões e despachava com assessores e ministros do Palácio do Alvorada, que é a residência oficial da Presidência.

Depois de assinar o texto da Reforma da Presidência, na próxima quarta-feira (20), Jair Bolsonaro vai fazer um pronunciamento à nação para explicar a necessidade de mudar as regras de aposentadoria no país.

Novo texto

Depois de idas e vindas, o governo federal enfim bateu o martelo sobre a reforma da Previdência. O secretário de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou na quinta-feira (14) que o texto prevê idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres no período de transição de 12 anos.

Pelo atual regime previdenciário, há a possibilidade de se aposentar sem idade mínima, desde que haja 35 anos de contribuição para homens e 30 para mulheres. Homens com 65 anos e mulheres com 60 podem se aposentar desde que tenham no mínimo 15 anos de contribuição. Há ainda a regra 86 por 96, em que se soma o tempo de serviço e de contribuição – a soma deve resultar em 86 para mulheres e 96 para homens.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), o texto da reforma precisa de aprovação de 308 dos 513 deputados na Câmara, o que representa três quintos da Casa, antes de ser enviado ao Senado Federal.

EXCLUSIVO: Bolsonaro chega a 59% e abre vantagem de 18 pontos sobre Haddad, mostra XP/Ipespe

Segundo pesquisa, diferença entre os candidatos nunca foi tão grande. Bolsonaro vence Haddad até entre mulheres e mais pobres e só perde no Nordeste

A pouco mais de duas semanas do segundo turno, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) lidera esta etapa da corrida presidencial com ampla vantagem. Segundo pesquisa XP/Ipespe, realizada em 8 e 9 de outubro, o parlamentar agora conta com 59% das intenções de votos válidos, contra 41% de seu adversário, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT). O levantamento, registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-02361/2018, tem margem de erro máxima de 2,2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

O resultado mostra um aumento expressivo da distância entre os candidatos em comparação com o último levantamento, divulgado há uma semana, quando Bolsonaro e Haddad apareciam tecnicamente empatados, com o deputado numericamente à frente por 51% a 49%. Naquele momento, dois dias antes do primeiro turno, o cenário de disputa entre os dois candidatos era apenas uma das simulações feitas, embora já fosse tratada como a mais provável.

Em nenhum momento da série histórica deste levantamento a vantagem foi tão grande a favor de Bolsonaro como é hoje. Há duas semanas, em seu melhor desempenho, Haddad chegou a aparecer 4 pontos percentuais à frente de seu adversário, o que ainda configurava empate técnico, no limite da soma das margens de erro dos candidatos. A disputa de segundo turno entre os dois e testada pela pesquisa XP/Ipespe desde 16 de julho.

O gráfico abaixo mostra a evolução das intenções de voto:

1) Cenário de segundo turno em votos válidos (desconsiderando brancos, nulos e indecisos)

Fonte: XP/Ipespe (BR-02361/2018)ipespe1110b

Considerando os votos totais (além das intenções de voto nos dois candidatos, os brancos, nulos e indecisos), Bolsonaro lidera a disputa com apoio de 51% do eleitorado, contra 36% de Haddad. Em relação ao último levantamento, o parlamentar cresceu 8 p.p., ao passo que o ex-prefeito paulistano minguou 6 p.p. Já o grupo de eleitores que indicam votar em branco, nulo, se dizem indecisos ou não responderam ao questionamento soma 14% do total – oscilação descendente em 1 p.p. em comparação com a pesquisa anterior.

Neste momento da disputa, a contagem por votos totais também traz informações relevantes, já que mostra o contingente de eleitores que não apoiam nenhum dos candidatos e permite comparações com as intenções de voto em cada um. No caso de uma disputa tão polarizada, uma das estratégias possíveis ao candidato que aparece atrás nas pesquisas é tentar avançar sobre o grupo dos “não votos”. Contudo, os resultados da pesquisa indicam que tal movimento, mesmo se parcialmente exitoso, teria efeitos limitados, dada a comparação entre o atual patamar desta faixa do eleitorado e o registrado em pleitos anteriores. Ou seja, para reverter o quadro atual Haddad teria que roubar votos do próprio Bolsonaro.

O gráfico abaixo mostra a evolução das intenções de votos totais na disputa:

2) Cenário de segundo turno em votos totais (incluindo brancos, nulos e indecisos)

Fonte: XP/Ipespe (BR-02361/2018)ipespe1110a

Além da confortável distância aberta em termos gerais, o favoritismo de Bolsonaro também se verifica nos resultados por segmentação da recente pesquisa. O militar reformado leva melhor na disputa em todos os grupos de eleitores, exceto entre os que moram na região Nordeste. Lá, Haddad conta com placar favorável de 64% contra 22% em votos totais. Até mesmo entre as mulheres (46% a 37%) e os eleitores com renda familiar mensal de até dois salários mínimos (45% a 38%), Bolsonaro lidera a disputa. Entre os menos escolarizados, o quadro é de empate, com 43% das intenções de voto para cada candidato. Eis o quadro comparativo:

Fonte: XP/Ipespe (BR-02361/2018)ipespe1110d

VIXE!!!! Cabo Daciolo pede ao TSE anulação da votação do 1º turno

 

Candidato do Patriota acredita que houve fraude na adoção de urnas eletrônicas.

O candidato do Patriota à Presidência da República, Cabo Daciolo, foi ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentar pedido de anulação da votação do 1º turno para que seja feita uma nova edição do pleito usando o método de voto em cédula, e não em urna eletrônica. Ele argumentou que houve fraude na adoção de urnas eletrônicas.

Daciolo disse que já havia apresentado um pedido de uso de voto em cédula no início de setembro. Segundo o candidato, o TSE respondeu argumentando que não havia situação de excepcionalidade que exigisse o abandono do emprego de urnas eletrônicas em favor da votação em cédula.

“Temos várias denúncias de fraudes das urnas eletrônicas. Em todo o território nacional, as pessoas iam votar e quando chegavam lá para votar para presidente não concluía. Quando tem fragilidade nas urnas eletrônicas, é necessário em caso excepcional que TSE faça votação em cédulas”, defendeu Daciolo.

Consultado pela Agência Brasil, o TSE respondeu por meio de sua assessoria que o processo encontra-se em tramitação por via administrativa e que até o momento não houve decisão.

Normalidade

No balanço das eleições, a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, afirmou que a votação do último domingo (7) ocorreu em “clima de normalidade absoluta”, mas colocou que o Tribunal vai apurar com rigor denúncias de irregularidades na votação.

A missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou informe preliminar no qual relatou não ter atestado problemas nas urnas que colocassem em questão a legitimidade da votação. Segundo os representantes da OEA, especialistas em sistemas de votação designados pela missão acompanharam as urnas ao longo do ano e não encontraram indícios de vulnerabilidades ou fraudes.

Eleições 2018: Quem são os políticos da Lava Jato que perderam as eleições e ficarão sem foro privilegiado

A lista inclui alguns dos políticos mais tradicionais e poderosos do país, como o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE); e os senadores Romero Jucá (MDB-RR) e Edison Lobão (MDB-MA). Os três tentaram mais um mandato de oito anos no Senado por seus Estados, mas acabaram derrotados.

Na esquerda, foram derrotados Dilma Rousseff (PT-MG), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Jorge Viana (PT-AC), que também buscavam vagas no Senado.

A lista também é longa entre os deputados: tentaram a eleição e foram derrotados Heráclito Fortes (DEM-PI), José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), hoje preso no presídio da Papuda, em Brasília.

Também foram derrotados na disputa pela Câmara os atuais deputados petistas Marco Maia (RS) e José Mentor (SP); o ex-ministro petista Luiz Sérgio (RJ) também tentou tornar-se deputado federal, mas não se elegeu.

Image copyrightAGÊNCIA BRASILLindbergh Farias
Image captionLindbergh Farias teve 1,4 milhão de votos no Rio. Ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PSL) e Arolde de Oliveira (PSD)

A listagem da BBC News Brasil não inclui políticos citados em delações da Lava Jato, mas que não foram alvo de inquéritos ou que tiveram seus processos arquivados. Foi o que aconteceu com os deputados federais tucanos Waldir Maranhão (PSDB-MA) e Bruno Araújo (PSDB-PE). Ambos tiveram as investigações contra si arquivadas no começo deste ano pelo Supremo Tribunal Federal, por falta de provas.

Entre os tucanos, a lista de investigados e derrotados nas urnas inclui três ex-governadores: Yeda Crusius (Rio Grande do Sul), Marconi Perillo (Goiás) e Beto Richa (Paraná). Os dois últimos chegaram a ser alvo de investigações não relacionadas com a Lava Jato durante a campanha. Tentaram vagas no Senado por seus Estados, mas foram derrotados. Crusius tentou uma vaga na Câmara dos Deputados, mas teve pouco mais de 37 mil votos e ficou de fora.

Derrotado na disputa presidencial em 2018, Geraldo Alckmin viu o principal inquérito contra si deixar a esfera criminal no começo de 2018 – o caso trata de supostas verbas de campanha não declaradas da Odebrecht, no valor de R$ 10,3 milhões, e agora é investigado pela Justiça Eleitoral. A rigor, nem ele e nem Dilma Rousseff (PT) gozam hoje de foro privilegiado – Alckmin perdeu a prerrogativa ao deixar o governo de São Paulo em abril de 2018, e Dilma perdeu a prerrogativa com o impeachment, em 2016.

Há ainda uma série de políticos investigados que conseguiram a reeleição: Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI) e Jader Barbalho (MDB-PA) foram reeleitos para o Senado.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), e o presidenciável tucano em 2014, Aécio Neves (PSDB-MG), hoje com mandato no Senado, conquistaram uma cadeira na Câmara dos Deputados – o que fará com que seus casos continuem tramitando no Supremo Tribunal Federal (STF).

Image copyrightMARCELO CAMARGO / AGÊNCIA BRASILAécio Neves
Image captionAtingido pela delação da Odebrecht, Aécio Neves (PSDB-MG) deixa o Senado no ano que vem, rumo à Câmara

Em entrevistas anteriores à imprensa, todos os políticos mencionados nos parágrafos acima negaram irregularidades. No Brasil, a simples abertura de inquérito ou mesmo o fato de se tornar réu numa ação penal não torna uma pessoa culpada: isto só acontece quando ela é condenada por um juiz ou tribunal colegiado.

‘Sem foro, é Moro’

A expressão se tornou um ditado corrente entre políticos em Brasília quando a Lava Jato estava em seu auge, de 2014 a 2017. Na verdade, nem todos os casos de ex-deputados, ex-senadores e ex-governadores derrotados nas urnas irão necessariamente para a mesa do juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba: o deslocamento só ocorrerá nos casos em que a Justiça entender que exista uma relação clara com os desvios praticados na Petrobras.

Em geral, as ações penais em Curitiba avançam num ritmo muito mais rápido que aquelas em andamento no STF, em Brasília.

Image copyrightAFPSérgio Moro
Image captionO juiz Sérgio Moro já despachou 45 sentenças desde o começo da Lava Jato

Foi só em maio deste ano que o Supremo condenou o primeiro político investigado na Lava Jato, o deputado Nelson Meurer (PP-PR) – ele não disputou as eleições deste ano.

Enquanto isso, Moro já expediu 45 sentenças em processos de sua competência, segundo levantamento preparado por sua assessoria. Os casos mais emblemáticos de políticos hoje cumprindo pena após condenações de Moro são os do ex-presidente Lula (PT) e o do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB).

Conheça a lista de políticos envolvidos na Lava Jato e derrotados nas urnas

Alfredo Nascimento (PR-AM)

Aníbal Gomes (MDB-CE)

Benedito de Lira (PP-AL)

Beto Richa (PSDB-PR)

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)

Delcídio do Amaral (PTC-MS)

Dilma Rousseff (PT-MG)

Edisson Lobão (MDB-MA)

Eunício Oliveira (MDB-CE)

Fernando Pimentel (PT-MG)

Garibaldi Filho (MDB-RN)

Geraldo Alckmin (PSDB-SP)

Heráclito Fortes (DEM-PI)

Jorge Viana (PT-AC)

José Agripino Maia (DEM-RN)

José Carlos Aleluia (DEM-BA)

José Mentor (PT-SP)

José Otávio Germano (PP-RS)

Lindbergh Farias (PT-RJ)

Lúcio Vieira Lima (MDB-BA)

Luiz Sérgio (PT-RJ)

Marco Maia (PT-RS)

Marconi Perillo (PSDB-GO)

Milton Monti (PR-SP)

Missionário José Olímpio (DEM-SP)

Raimundo Colombo (PSD-SC)

Robinson Faria (PSD-RN)

Romero Jucá (MDB-RR)

Sandes Junior (PP-GO)

Valdir Raupp (MDB-RO)

Yeda Crusius (PSDB-RS)

Bolsonaro já tem nove nomes para ministérios em eventual governo; veja a lista

Além de Paulo Guedes, a composição inclui dois generais da reserva do Exército e um astronauta

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) já tem um esboço de pelo menos 9 dos 15 nomes para ocupar a Esplanada dos Ministérios.

Além do economista Paulo Guedes, anunciado para assumir a Fazenda caso o capitão reformado seja eleito, o desenho inclui dois generais da reserva do Exército e um astronauta.

O coordenador da campanha, deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), é o preferido para chefe da Casa Civil, pasta que acumulará também a relação com o Legislativo, hoje tema que está sob os cuidados da Secretaria de Governo.

A promessa de Bolsonaro é reduzir os 29 ministérios a 15. Ele tem prometido não negociar os cargos em troca de apoio no Congresso.

Nessa lógica, Educação abarcaria também as pastas de Cultura e Esportes e seria administrada por Stravos Xanthopoylos, um dos principais conselheiros de Bolsonaro para educação.

Xanthopoylos é diretor de relações internacionais da Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED) e ex-integrante da Fundação Getúlio Vargas. É conhecido na campanha como “o grego”.

Para a Saúde, um nome cotado é o de Henrique Prata, presidente do Hospital do Câncer de Barretos. Bolsonaro e ele são bastante amigos.

O deputado já fez mais de uma visita ao hospital administrado por Prata, além de ter destinado emendas parlamentares para a instituição. Outra aposta para a pasta é Nelson Teich, empresário e médico oncologista do Rio de Janeiro.

Paulo Guedes, apelidado de “Posto Ipiranga”, assumiria, em caso de vitória no 2º turno, o Ministério da Economia, pasta que reuniria Fazenda e Planejamento. Há uma indefinição sobre o futuro do Ministério de Indústria e Comércio Exterior: se ele seria agregado à Economia ou se mantido como pasta independente.

Para comandar os Transportes, Bolsonaro tem preferência por Osvaldo Ferreira, general quatro estrelas da reserva. O militar tem coordenado uma série de reuniões em Brasília que dão suporte para a construção de um plano de governo. Ele comanda as propostas para infraestrutura.

Outro general da reserva, Augusto Heleno já foi anunciado pelo candidato como seu eventual ministro da Defesa. Heleno mantém uma relação de proximidade com a família do capitão reformado e é principal ponto de contato do grupo de Brasília com a família Bolsonaro.

Para a pasta de Ciência e Tecnologia, mais cotado é Marcos Pontes, astronauta brasileiro, que chegou a ser cotado para vice da chapa do PSL. Pontes é o segundo suplente do deputado Major Olímpio (PSL-SP), recém-eleito para o Senado.

Para o Ministério da Justiça, o nome do presidente interino do PSL, Gustavo Bebianno, é o mais cotado. Ele é formado em direito pela PUC-Rio e comanda a estratégia jurídica da campanha.

Bebianno, contudo, tem negado que vá ocupar o cargo em caso de vitória do presidenciável. Outro nome sondado internamente é o de Antonio Pitombo, advogado de Bolsonaro em ações que o deputado responde no STF (Supremo Tribunal Federal).

O ruralista Nabhan Garcia, presidente da UDR (União Democrática Ruralista), é o principal nome para o Ministério da Agricultura, pasta que deve reunir também o Meio Ambiente. O empresário do interior de São Paulo é amigo de longa data do candidato e tem acompanhado de perto o processo de sua recuperação desde a facada sofrida em 6 de setembro, em Juiz de Fora (MG).

Antes mesmo do início oficial da campanha, Bolsonaro prometia anunciar os 15 nomes que gostaria que integrassem seus ministérios, em caso de vitória. A corrida presidencial avançou para o segundo turno e essa ideia ficou para trás.

“Quando você anuncia, deixa um feliz e todos os outros descontentes”, afirma Heleno, que chegou a ser cotado para vice, mas acabou impedido por sua legenda, o PRP.

Apesar de alguns desses nomes já terem sido mencionados como ministros por Bolsonaro, o único anunciado é Guedes para comandar a equipe econômica.

Apesar de desencontros recentes em discursos entre ele e Bolsonaro, o economista deu o selo de confiança que a campanha precisava para conquistar, até aqui, o apoio do mercado financeiro.

Pastores repudiam apoio de Eliziane a Haddad no segundo turno

Os líderes religiosos deixaram claro que se Eliziane tivesse manifestado apoio a Haddad antes do primeiro turno da eleição, jamais teriam apoiado a então candidata ao Senado

Em nota, religiosos afirmaram que se a senadora eleita tivesse manifestado preferência pelo petista durante a campanha, teriam negado a ela votos da Assembleia de Deus

Um grupo de pastores da Assembleia de Deus divulgou nota em repúdio à declaração de apoio da senadora eleita Eliziane Gama (PPS) ao candidato do PT à presidência da República, Fernando Haddad. Os evangélicos se opõem ferrenhamente ao presidenciável petista, alegando que ele defende práticas explicitamente contrárias á Bíblia Sagrada.

NOTA DE REPÚDIO

O Ministério Local da Assembléia de Deus em Lago da Pedra formado pelos pastores
dirigentes e obreiros, repudia a atitude da senadora eleita *Eliziane Gama,* ao declarar (no dia 07/10/2018) apoio no segundo turno da eleição presidencial ao candidato do PT, que tem práticas explicitamente contrárias a Bíblia Sagrada. Informamos aos irmãos que se esta afirmativa de apoio da senadora tivesse sido feita antes do pleito eleitoral jamais teríamos apoiado a referida candidata.

Att.
✅Pr. Raimundo Francisco do Santos
– Presidente da IEADELP
✅ Pr. Francisco de Assis Gonçalves de Araújo (Vice presidente)
✅ Pr. Oséias Souza Silva
✅ Pr. João Lima Torres
✅ Pr. José Ernesto Gonçalves de Araújo
✅ Pr. Antônio Cassiano Leite Filho
✅ Pr. Antônio Junior Teixeira de Oliveira
✅ Pr. José Maria do Nascimento Melo
✅ Pr. Gedalias Francisco dos Santos
✅ Pr. Josumar Morais
✅ Dirigentes, Diáconos e Auxiliares

Confira carta do Pastor Coutinho, líder máximo da Assembleia de Deus no Maranhão, recomendando voto em Eliziane aos fiéis da igreja:

DataM: Dino vence no primeiro turno com 62% dos votos válidos

Divulgada nesta quinta-feira (04) pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Estado do Maranhão (Sinduscon), a pesquisa Data M mostra que, se as eleições fossem hoje, o governador Flávio Dino seria eleito no primeiro turno, com 62% dos votos válidos.

O levantamento entrevistou 1500 pessoas entre os dias 30 de setembro e 03 de outubro, com margem de erro de 3%, e está registrado no TRE com o número MA-08386/2018.

Veja os números:

Flávio Dino 62%

Roseana Sarney 30,5%

Maura Jorge 5,6%

Roberto Rocha 1,5%

Ramon Zapata 0,3%

Odívio Neto 0,1%

Médico veta participação de Bolsonaro em debate da Globo nesta quinta

Um dos médicos que atende o candidato Jair Bolsonaro (PSL) o cirurgião Antônio Macedo, afirmou nesta quarta-feira (3) ter vetado a participação do candidato no debate que será realizado pela TV Globo com os presidenciáveis, amanhã (4), o último antes da votação do primeiro turno.

Após visitar Bolsonaro em sua casa, no Rio de Janeiro, Macedo disse que o político ainda não tem condições de se submeter a situações de desgaste, como um debate na TV. O médico contou que o candidato estava predisposto a comparecer ao evento, mas que acatou a recomendação e seguirá sem agenda de compromissos por sete a dez dias. Uma nova avaliação será feita na semana que vem.

Depois da nossa avaliação clínica, nós contra-indicamos participação em debates ou em qualquer atividade que pudesse cansá-lo ou que o obrigasse a falar por mais de dez minutos. Por que isso? Recentemente, ele foi submetido a duas cirurgias de grande porte. Uma em Juiz de Fora para salvar a vida dele. E outra para corrigir uma obstrução intestinal gravíssima que ele teve”, declarou o cirurgião.

“Ele ainda não tem condições de ficar por mais de dez ou 15 minutos em discussão ou atividade que exija esforço físico. Isso pode prejudicar a evolução dele”, completou. “Mais sete a dez dias e ele vai estar completamente recuperado. Ele ainda fica um pouco cansado quando se esforça muito. Ele ainda não está pronto para ficar uma ou duas horas discutindo”, completou.

Questionado se Bolsonaro acatará ou não a recomendação, Macedo afirmou que, “na medicina, algumas pessoas mandam e outras obedecem”. Ressaltou ainda que o político tem se mostrado um “paciente extremamente obediente”. “Ele é um paciente extremamente cordato. Nós usamos as nossas razões e ele acatou.”